Sancho Pança dava um bom conselho a Dom Quixote: olhe mestre, olhe bem o que está falando. Por falta de um Sancho Pança, Lula da Silva diz besteira atrás de besteira e mostra ao mundo sua verdadeira face autoritária e arrogante. Em entrevista à agência de notícias Associated Press, a AP, Lula da Silva comparou os presos políticos de Cuba aos bandidos (criminosos comuns) que estão nas prisões de São Paulo.
Ao comentar a greve de fome dos presos políticos cubanos, o presidente da República disse, textualmente: “Eu acho que greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto dos [da luta por] Direitos Humanos para libertar pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.
É desumano comparar quem luta pela liberdade a traficantes e bandidos como Beira-Mar e Marcola. Lula da Silva e seus assessores palacianos estão cegos pela ideologia. Para eles, ditadura que se diz de esquerda, como a dos irmãos Castro em Cuba, tem patente que concede tudo. Até o direito de torturar e matar dissidentes.
Líderes petistas mentem deliberadamente em vez de fornecer explicações à sociedade a respeito do esquema de corrupção da Bancoop comandado por João Vaccari Neto, tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff.
O esquema lesou mais de 3 mil pessoas e desviou pelo menos R$ 100 milhões para abastecer campanhas eleitorais do PT. E João Vaccari Neto sempre esteve no topo da Bancoop. Ele entrou para a Cooperativa em 1998. Sem conseguir explicar o escândalo, o ex-presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse que o promotor age a serviço de setores do Ministério Público alinhados ao PSDB.
É isto. Ao longo dos últimos anos, os petistas levaram ao extremo esta história do “quem não está conosco é de direita, faz parte da mídia golpista, ou é do PSDB, do PPS, ou do Democratas”. É estratégia falida para desqualificar investigações do Ministério Público. A sociedade exige reparação para as famílias prejudicadas. A sociedade exige a verdade.
Em depoimento à Justiça Federal na Bahia, no caso do Mensalão, ainda inédito na imprensa, o publicitário Duda Mendonça revelou que, entre 2001 e 2003, recebeu R$ 32,6 milhões do PT por sua atuação nas campanhas de Lula, em 2002, e de São Paulo e Rio de Janeiro. Do total pago pelo PT, R$ 10,4 milhões foram depositados em conta no Bank Boston, em Miami, “por exigência do empresário Marcos Valério”. Duda Mendonça contou que “todos os recebimentos foram combinados e autorizados” pelo ex-tesoureiro do PT, a muito proba figura de Delúbio Soares. Duda Mendonça também afirmou à Justiça que “àquele momento a imagem do PT não indicava possibilidade de existir pagamento com dinheiro escuso”. Sobre a grana depositada no exterior pelo PT, “era pegar ou largar”, repetiu Duda Mendonça em seu depoimento à Justiça Federal. Informação do site Videversus citado no twtter do ex-prefeito do Rio Cesar Maia.
Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar
Poema "Saber Viver", de Cora Coralina
Homenagem do www.blogdemocratas.com.br a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher
Em entrevista ao portal IG, o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do Democratas, informa que a Oposição prepara um grande evento de lançamento da candidatura de José Serra. Segundo ele, a disputa presidencial “será bem diferente do que dizem os petistas” e o suposto crecimento da candidata do PT não assusta os partidos que estão aliados ao PSDB. Nesta entrevista, o deputado avalia o que deverá ser o roteiro do que pode ser a campanha de Serra (“o ataque às privatizações e ao Estado mínimo não cola nele”), faz um balanço da proximidade de tucanos e democratas (“não são tão próximos ideologicamente como se imagina”) e avalia as dificuldades enfrentadas pelo seu partido.
A parcela de brasileiros que se diz disposta a votar em Dilma Rousseff precisa refletir sobre um fato grave: ela mente deliberadamente. A candidata do PT mentiu ao declarar que nunca fez treinamento de guerrilha no Uruguai e, quando desmentida pelos fatos, mentiu mais uma vez, insistindo numa sucessão vergonhosa de inverdades como é, aliás, uma triste característica da personalidade doentia dos mentirosos crônicos e incuráveis.
Ela mentiu quando escreveu no currículo que tinha diploma de mestrado sem jamais ter concluído o curso. E mentiu, ainda mais miseravelmente, quando telefonou a Ruth Cardoso assegurando que não tinha feito um dossiê contra o governo anterior para obstruir a CPI do Congresso sobre os gastos exorbitantes do governo Lula no cartão corporativo. O dossiê foi transcrito parcialmente em jornais e revistas mostrando ao país, de forma cabal e irrefutável, a mentira da então ministra-chefe da Casa Civil.
Dias antes do telefonema mentiroso a Ruth Cardoso, Dilma Rousseff havia contado a uma roda de empresários, como se fosse vantagem, que havia mandado fazer o dossiê dos gastos dos cartões no governo FHC. "Não vamos apanhar sozinhos não, temos dados", disse. Ocorre que esses "dados" do governo anterior eram sigilosos por determinação da Constituição, ou seja, ela violou a consciência institucional que se exige das autoridades da República.
Ela voltaria a desrespeitar a Constituição ao manter encontro com a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira, para pedir que as investigações fiscais que estavam sendo feitas nas empresas da família Sarney fossem encerradas rapidamente. A ex-secretária divulgou o encontro e o teor da conversa e Dilma Rousseff mentiu, mais uma vez, negando tudo.
Em todas as ocasiões, a candidata do PT ficou em posição insustentável. Suas falsas negativas não convenceram ninguém, só envergonharam as pessoas de bem. Os brasileiros que se manifestam em favor de Dilma Rousseff, e que certamente são honrados e verdadeiros, precisam pensar duas vezes sobre a conduta desta candidata.
Ou será que eles imaginam que Dilma Rousseff não continuará mentindo? Será que esperam que ela deixe de mentir? Se no caso do dossiê ela tentou enganar até o Congresso, quem garante que ela vai dizer a verdade sobre o Orçamento, o déficit externo, os números do desemprego, as diretrizes da política externa, a situação da saúde e da educação?
Além do mais, temos de pensar que, se a candidata ao principal cargo da República mente, qual de nós não fica autorizado a mentir a torto e a direito se a gente julgar que mentir é do nosso interesse? Nós também vamos poder mentir quando nos convier? É isto? E com tantas mentiras é possível que o país avance ou que funcione? É possível conviver na base de tanta desconfiança recíproca?
Com a tese de que a "mídia" o persegue, PT mantém figurino autoritário e se faz de injustiçado para encobrir falência moral
"O TRUQUE é velho, e sua repetição só indica o hábito petista de afetar ares de pureza em meio ao pragmatismo mais inescrupuloso. Em documento oficial, a Executiva Nacional do PT reeditou, quinta-feira, a tese de que há uma "guerra de extermínio" contra o partido. Posteriormente, amenizou os termos. A promover tal "guerra" estariam "amplos setores do empresariado, particularmente a mídia".
Mídia, no jargão corrente, significa todo jornal ou empresa de comunicação que não defenda figuras notórias do partido. Como, por exemplo, o ex-ministro José Dirceu, beneficiário de uma contribuição de R$ 620 mil pela assessoria prestada a um grupo com interesse na reativação da Telebrás. Ou como os mensaleiros denunciados por quem era então aliado do governo, o deputado Roberto Jefferson; ou ainda os "aloprados" -termo que o presidente Lula foi o primeiro, aliás, a empregar- da campanha eleitoral de 2006. Como, também, aquele assessor de um deputado petista, que foi preso ao tentar embarcar num avião com cerca de U$ 100 mil dólares na cueca.
Aliás, se noticiar esse sistema de transportar dinheiro sonante fosse sinal de "guerra de extermínio", seria agora o DEM, e não o PT, a principal vítima de uma suposta conspiração. Mas nem mesmo os sequazes do governador Arruda arriscaram-se a ir tão longe no cinismo. É que a capacidade petista para a mentira tem origens diferentes, e mais antigas, do que a simples charamela lacrimosa dos espertalhões de voo curto.
Pois o PT, no clássico figurino stalinista, sempre pode dar uma interpretação "de classe" às críticas que venha a merecer. Como o partido se julga o representante místico dos "trabalhadores", o financiamento escuso que receba de empreiteiras, as alterações legais casuísticas que promova em favor de uma empresa de telecomunicação, não representarão escândalo jamais. Ao contrário: aliar-se financeiramente a "setores do empresariado" que vivem à sombra das benesses do governo, e aliar-se politicamente à escória do Legislativo brasileiro, torna-se um sinal de esperteza política na linha dos fins justificam os meios.
Autoabsolvido pelo venerável espírito hegeliano-marxista da História, o petismo pode fazer tudo o que condenava em seus adversários, e apresentar-se ainda assim como detentor das virtudes mais cristalinas. Quem apontar a farsa será tachado de inimigo dos trabalhadores -e, na tese de uma imaginária "guerra de extermínio", o PT mostra apenas a sua própria tentação totalitária.
Nessa lógica, que não admite críticas, faz-se de perseguido aquele que se apronta para perseguir; faz-se de vítima quem pretende ser algoz; faz-se de democrata o censor, de honesto o corrupto, de inocente o bandido. O PT perdeu a moral que tantas vezes ostentava quando na oposição. Perdeu a moral, mas não perde o autoritarismo, a mendacidade e a arrogância."
O Jornal Nacional divulgou reportagem mostrando o escândalo da Bancoop, cooperativa administrada por figurões do PT, todos ligados ao comando da campanha da candidata do partido, Dilma Rousseff.
Para se ter idéia do envolvimento petista: João Vaccari Neto é o tesoureiro da Bancoop, do PT e da campanha da Dilma. Trata-se de denúncia gravíssima da revista Veja que está nas bancas.
A reportagem mostra que 3.000 compradores de casa própria, via a cooperativa, foram lesados, ou sejam, entregaram o suado dinheiro ao esquema petista e não receberam o imóvel que compraram.
O Ministério Público quebra sigilo da Bancoop e descobre que dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo lesaram milhares de associados, para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e encheu os bolsos de dirigentes do PT. Eles sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa
Laura Diniz *
Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop. Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros. Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína (veja depoimentos abaixo). Agora, começa-se a entender por quê.
Na semana passada, chegaram às mãos do promotor José Carlos Blat mais de 8 000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008. O que elas revelam é que, nas mãos de dirigentes petistas, a cooperativa se transformou num manancial de dinheiro destinado a encher os bolsos de seus diretores e a abastecer campanhas eleitorais do partido. “A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002.” Na sexta-feira, o promotor pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop e a quebra de sigilo bancário daquele que ele considera ser o principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da cooperativa, seu ex-diretor financeiro e ex-presidente João Vaccari Neto. Vaccari acaba de ser nomeado o novo tesoureiro do PT e, como tal, deve cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência.
Um dos dados mais estarrecedores que emergem dos extratos bancários analisados pelo MP é o milionário volume de saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop para ela mesma ou para seu banco: 31 milhões de reais só na pequena amostragem analisada. O uso de cheques como esses é uma estratégia comum nos casos em que não se quer revelar o destino do dinheiro. Até agora, o MP conseguiu esquadrinhar um terço das ordens de pagamento do lote de trinta volumes recebidos. Metade desses documentos obedecia ao padrão destinado a permitir saques anônimos. Já outros cheques encontrados, totalizando 10 milhões de reais e compreendidos no período de 2003 a 2005, tiveram destino bem explícito: o bolso de quatro dirigentes da cooperativa, o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga – os três primeiros mortos em um acidente de carro em 2004 em Petrolina (PE).
Eles eram donos da Germany Empreiteira, cujo único cliente conhecido era a própria Bancoop. Segundo o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo, que foi responsável por todas as construções da cooperativa, as notas emitidas pela Germany para a Bancoop eram superfaturadas em 20%. A favor da empreiteira, no entanto, pode-se dizer que ela ao menos existia de fato.
De acordo com a mesma testemunha, não era o caso da empresa de “consultoria contábil” Mizu, por exemplo, pertencente aos mesmos dirigentes da Bancoop e em cuja contabilidade o MP encontrou, até o momento, seis saídas de dinheiro referentes ao ano de 2002 com a rubrica “doação PT”, no valor total de 43 200 reais. Até setembro do ano passado, a lei não autorizava cooperativas a fazer doações eleitorais.
Outro frequente agraciado com cheques da Bancoop tornou-se nacionalmente conhecido na esteira de um dos últimos escândalos que envolveram o partido. Freud “Aloprado” Godoy – ex-segurança das campanhas do presidente Lula, homem “da cozinha” do PT e um dos pivôs do caso da compra do falso dossiê contra tucanos na campanha de 2006 – recebeu, por meio da empresa que dirigia até o ano passado, onze cheques totalizando 1,5 milhão de reais, datados entre 2005 e 2006. Nesse período, a Caso Sistemas de Segurança, nome da sua empresa, funcionava no número 89 da Rua Alberto Frediani, em Santana do Parnaíba, segundo registro da Junta Comercial.
Vizinhos dizem que, além da placa com o nome da firma, nada indicava que houvesse qualquer atividade por lá. O único funcionário visível da Caso era um rapaz que vinha semanalmente recolher as correspondências num carro popular azul. Hoje, a Caso se transferiu para uma casa no município de Santo André, na região do ABC.
Depoimentos colhidos pelo MP ao longo dos últimos dois anos já atestavam que o dinheiro da Bancoop havia servido para abastecer a campanha petista de 2002 que levou Lula à Presidência da República (veja o quadro). VEJA ouviu uma das testemunhas, Andy Roberto, que trabalhou como segurança da Bancoop e de Luiz Malheiro entre 2001 e 2005.
m depoimento ao MP, Roberto afirmou que Malheiro, o ex-presidente morto da Bancoop, entregava envelopes de dinheiro diretamente a Vaccari, então presidente do Sindicato dos Bancários e indicado como o responsável pelo recolhimento da caixinha de campanha de Lula.
Em entrevista a VEJA, Roberto não repetiu a afirmação categoricamente, mas disse estar convicto de que isso ocorria e relatou como, mesmo depois da eleição de Lula, entre 2003 e 2004, quantias semanais de dinheiro continuaram saindo de uma agência Bradesco do Viaduto do Chá, centro de São Paulo, supostamente para o Sindicato dos Bancários, então presidido por Vaccari.
“A gente ia no banco e buscava pacotes, duas pessoas escoltando uma terceira.” Os pacotes, afirmou, eram entregues à secretária de Luiz Malheiro, que os entregava ao chefe. “Quando essas operações aconteciam, com certeza, em algum horário daquele dia, o Malheiro ia até o Sindicato dos Bancários. Ou, então, se encontrava com o Vaccari em algum lugar.”
Os depoimentos colhidos pelo MP indicam que o esquema de desvio de dinheiro da Bancoop obedeceu a uma trajetória que já se tornou um clássico petista. Começou para abastecer campanhas eleitorais do partido e acabou servindo para atender a interesses particulares de petistas. Entre os cheques em poder do MP, por exemplo, está um em que a empresa Mizu, de “consultoria contábil”, doa 7 000 reais a um certo Centro Espírita Redenção, em 2003.
Muitas vezes, dirigentes da Bancoop nem se preocuparam em usar as empresas “prestadoras de serviços” que montaram com o objetivo de sugar a coo-perativa para esconder sua ganância. O MP encontrou quatro cheques da Bancoop, totalizando 35 000 reais, para uma ONG de Luiz Malheiro em São Vicente dedicada a deficientes auditivos – curiosamente, o mesmo endereço do centro espírita. Os cheques foram emitidos entre novembro de 2003 e março de 2005.
Tanta lambança, aliada a uma gestão ruinosa, fez com que a Bancoop mergulhasse num estado de pré-liquidação. Em 2004, com Lula já eleito, Luiz Malheiro foi pedir ao “chefe” Berzoini, então ministro do Trabalho, “ajuda” para reerguer a cooperativa. Quem relatou o episódio ao MP foi seu irmão, Hélio Malheiro. Em 2008, dizendo-se sob ameaça de morte, Hélio Malheiro ingressou no Programa de Proteção à Testemunhas da secretaria estadual de justiça de São Paulo, no qual se encontra até hoje. Em dezembro de 2004, depois que Luiz Malheiro já havia morrido, a “ajuda” chegou à Bancoop.
Com apoio de Berzoini e corretagem da Planner (investigada pela CPI dos Correios sob a acusação de ter causado um prejuízo de 4 milhões de reais ao fundo de pensão da Serpro), a cooperativa associou-se a um Fundo de Investimentos em Direito Creditórios (FIDC), entidade que negocia recebíveis, e captou 43 milhões de reais no mercado – 85% dos papéis foram adquiridos por fundos de pensão de estatais controlados por petistas ligados ao grupo de Berzoini e Vaccari. O investimento resultou na abertura de um inquérito pela Polícia Federal por suspeita de que os fundos de pensão teriam sido prejudicados para favorecer a Bancoop.
O PROMOTOR BLAT “A Bancoop virou organização criminosa”
João Vaccari Neto é do tipo que se orgulha de ser chamado de “um petista histórico”, o que, no jargão do partido, significa, entre outras coisas, que ganhou boa parte da vida dirigindo entidades de classe e do partido. Aos 19 anos, começou a trabalhar como escriturário do Banespa. Ficou lá apenas dois anos. Depois disso, entrou no sindicato de sua categoria e nunca mais pegou no pesado. Participou de três diretorias da Central Única dos Trabalhadores (CUT), foi secretário de relações internacionais da entidade e presidiu o Dieese.
Atuou sempre como braço de apoio de Berzoini, a quem sucedeu na presidência do Sindicato dos Bancários de São Paulo em 1998. Apesar de não ter a projeção política do amigo, Vaccari conquistou a amizade de Lula, coisa que Berzoini jamais conseguiu obter. Vaccari, como mostra agora a investigação do MP, tem mais em comum com seu antecessor, Delúbio Soares, do que a barba grisalha. E, como Freud Godoy, está mergulhado até os últimos e ralos fios de cabelo no escândalo dos aloprados (veja o quadro abaixo).
Há duas semanas, um juiz de primeira instância contrariou de-cisão do Tribunal Superior Eleitoral e determinou a cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, por suposto recebimento ilegal de doação de campanha. A sentença, que colocou em risco a segurança jurídica, foi suspensa. Na semana passada, o TSE divulgou as regras que vão orientar as eleições deste ano. São medidas moralizadoras, que incluem a obrigatoriedade da divulgação de quaisquer processos ou acusações criminais que pesem sobre o candidato e que dificultam manobras de doadores que tenham por finalidade esconder a origem do dinheiro.
Tudo isso mostra quanto o país está interessado em aprimorar seu sistema de financiamento eleitoral e proteger-se dos efeitos tão deletérios como conhecidos que sua distorção pode causar. Ao indicar pessoalmente alguém com o prontuário de João Vaccari para tomar conta das finanças do PT e da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, o presidente Lula sinaliza que, ao contrário do resto do Brasil, não está nem um pouco empenhado em colaborar na faxina.
Uma pergunta que continua no ar
Quem deu o dinheiro para o dossiê dos aloprados? Entre os envolvidos, Vaccari era o único sentado numa montanha de reais
A TROCO DE QUÊ?
Lacerda (à dir.) ligou para Vaccari uma hora depois de entregar o dinheiro que pagaria o dossiê
João Vaccari Neto e Freud Godoy, envolvidos agora no esquema Bancoop, já atuaram juntos em passado recente. Pelo menos é o que sugere o registro dos telefonemas trocados pela dupla às vésperas do estouro do escândalo dos “aloprados” – como ficaram conhecidos os petistas apontados pela Polícia Federal como integrantes da quadrilha que tentou comprar um dossiê supostamente comprometedor para tucanos durante a campanha presidencial de 2006.
No caso de Vaccari, então presidente da Bancoop, os vestígios de participação no caso guardam cheiro de tinta fresca. Foi para ele que Hamilton Lacerda – na ocasião coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante – telefonou uma hora antes de fazer a entrega de parte do 1,7 milhão de reais que seria usado para comprar o dossiê.
O episódio teve início quando a família de Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas, ofereceu a petistas documentos que supostamente comprometeriam tucanos. Deles, faria parte uma entrevista em que os Vedoin acusariam o candidato do PSDB, José Serra, de envolvimento na máfia que distribuía dinheiro a políticos em troca de emendas ao Orçamento para compras de ambulância. Ricardo Berzoini, então presidente do PT, foi acusado de ter dado a autorização para a compra do dossiê.
Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal, seriam os encarregados de pagar os Vedoin com o dinheiro levado por Hamilton Lacerda. Valdebran e Gedimar foram presos pela PF num hotel Íbis, em São Paulo, depois de terem recebido o dinheiro de Lacerda e antes de entregá-lo aos Vedoin. Jorge Lorenzetti, churrasqueiro do presidente Lula, e Oswaldo Bargas, ex-secretário de Berzoini no Ministério do Trabalho, também estiveram envolvidos no episódio. Eles tentaram negociar com a revista Época uma entrevista em que os Vedoin fariam falsas acusações de corrupção contra Serra. A entrevista acabou sendo publicada pela revista Istoé.
Nas investigações que se seguiram à prisão de Valdebran e Gedimar, a PF identificou uma intensa troca de telefonemas entre os envolvidos, incluindo diversas ligações de Berzoini para a empresa Caso Sistemas de Segurança, hoje em nome da mulher de Freud Godoy. Godoy seria o contato de Gedimar no alto escalão do PT. Quanto a Vaccari, bem, até onde se sabe, era o único dos aloprados que estava sentado sobre uma montanha de dinheiro, a Bancoop. O fato de Hamilton Lacerda ter ligado para ele logo depois de ter cumprido a sua missão faz fervilhar a imaginação dos que até hoje se perguntam: de onde, afinal, veio o dinheiro dos aloprados?
CURIOSA E PARADOXAL situação para a eleição de 2010. Lula quer uma eleição plebiscitária entre Dilma e Serra. Parte relevante do grupo de Serra também passou a querer isso. Ou seja: ambos não querem a presença de Ciro no processo eleitoral. Quem está com a razão? Há contradição em que adversários queiram a mesma coisa? Ou não há alternativa?
Numa eleição polarizada, a proximidade nas pesquisas levará o eleitor a fazer o voto tático, útil, emagrecendo Marina e reduzindo o não voto (abstenção, brancos, nulos). Isso se passou com Heloísa Helena em 2006.
As razões de Lula são de confiar em que a sua popularidade pode eleger um poste. Em 2008, na cidade de São Paulo, Lula foi para as carreatas e para a TV, mas Marta só fez cair. Se o primeiro turno fosse programável, num mano a mano Serra/Dilma ou Serra/Dilma+Lula, a tendência seria Serra vencer. O eleitor primeiro pondera os riscos, depois avalia as promessas.
Mas a candidatura Dilma tem um elemento diferencial em relação a Serra. A mobilização da militância profissional recrutável em associações, sindicatos, ONGs e tudo o mais, que vivem da mesada do Estado e veem os riscos de seus (digamos) espaços serem perdidos. E isso já está em montagem: tantos militantes profissionais por número de eleitores, distribuídos pelos municípios brasileiros.
Um depósito alugado para receber material, um cadastro do Bolsa Família na mão, a visitação domiciliar (técnica Bush), a visita aos prefeitos/vereadores e os "fortes" argumentos para conseguir apoio. A rede "Gushiken" de rádios e jornais regionais já existe e pode continuar via prefeituras, associações e testemunhas. E, paralelamente, uma tempestade de spams anti-Serra e pró-Dilma/Lula. Não faltarão recursos, como sempre, generosos.
Mas há uma pedra no meio do caminho, e que pedra. O primeiro turno gera contradições na base do governo nas eleições parlamentares e gera poluição visual e confusão na cabeça dos eleitores. Placas e cartazes para todo lado, milhões de panfletos, TV e rádio, dia sim, dia não, com descanso dominical, caras e bocas passando na telinha e as piadas relativas.
Nesse ambiente, a marca e o currículo anteriores contrapõem-se à "máquina" e reduzem a aderência de Dilma a Lula. No segundo turno, o quadro será muito diferente.
Uma eleição sem ruídos, com TV todos os dias, sem cartazes ou caras e bocas, com parlamentares eleitos e espaços muito mais amplos para Lula e militantes. E ainda a experiência que a estreante Dilma adquiriu numa campanha presidencial. No segundo turno, ela não pisará nas mesmas armadilhas.
Por isso tudo, não parece haver dúvida de que a eleição plebiscitária interessa muito mais a Serra que a Lula -desculpe, que a Dilma.
Atacado pelo movimento negro ao defender o fim das cotas raciais para ingresso nas universidades públicas, o senador Demóstenes Torres disse que o país vive a "ditadura do politicamente correto".
Ele defendeu as cotas sociais - que privilegiariam pobres de todas as raças - e afirmou que o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Igualdade Racial, usa de "desonestidade intelectual" quando afirma que o fim da cota racial irá inviabilizar as demais políticas sociais afirmativas.
Em entrevista ao jornal Valor, o senador disse não temer prejuízo eleitoral para seu partido decorrente da defesa da cota social. Leia a entrevista reporduzida no site Democratas.
Nesta segunda-feira, 8 de março, vamos celebrar o Dia Internacional da Mulher e quero antecipar meus parabéns a todas as nossas filiadas. Tenho um grande orgulho das líderes femininas do Democratas. No Senado, Rosalba Ciarlini (RN) e Kátia Abreu (TO), se destacam pela capacidade de trabalho e a dedicação aos mandatos. Com esforço e seriedade, elas elevam o nome do nosso Partido.
Na Câmara, contamos com Nice Lobão (MA) e Solange Amaral (RJ), a presidente do Democratas – Mulher, órgão de ação partidária voltado para a defesa das mulheres. É neste espaço que discutimos formas para conter a violência doméstica e propostas para garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres. A mulher, infelizmente, ainda ganha menos.
As mulheres ampliaram seus espaços em todos os setores sociais. São chefes de família em 30% dos lares brasileiros. Criam filhos sozinhas em 25% dos casos e assumem todas as responsabilidades exigidas pelos compromissos que lhes são impostos. Na minha opinião, elas deveriam aumentar a participação na vida partidária. A lei estabelece cotas de 30% de vagas para mulheres, mas nenhum partido político tem conseguido atrair o público feminino de forma a preencher essa determinação.
Acredito que apenas a lei das cotas não basta. Além de manter nossas portas abertas para a filiação de novas democratas nos estados e municípios com vocação para a vida pública, penso que nossa obrigação é garantir ambiente favorável à participação feminina nos diversos níveis de representação. Só com mais equilíbrio no número de representantes, vamos conquistar a igualdade plena de direitos entre homens e mulheres. Para dar fim aos preconceitos contra a raça, a idade, o sexo e a religião. É isso, um forte abraço,
Gostaria que o Brasil nos compreendesse. Não houve "mensalão do Democratas". A expressão fica preservada como patrimônio de outros
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O EPISÓDIO envolvendo dirigentes e parlamentares do Distrito Federal oferece ao país a oportunidade de acompanhar a maneira como um partido pode comportar-se diante de situações de crise. Há oportunidade também de comparar partidos e comportamentos.
Na desfiliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do vice-governador, Paulo Octávio, do deputado Leonardo Prudente e na dissolução do diretório regional, o Democratas não deu espaço para conveniências imediatistas ou de ordem pessoal. Optou pelo respeito à ética, encarada pelo partido como um valor permanente da vida política.
Levado a cortar na carne e punir filiados de longo tempo, o DEM mostrou ao Brasil que não convive com a improbidade e não aceita a impunidade.
Em novembro do ano passado, o governador Arruda foi exposto à opinião nacional em imagens que o mostravam na prática de ações inaceitáveis. Diante da gravidade das denúncias então veiculadas, o senador Demóstenes Torres, o deputado federal Ronaldo Caiado e eu apresentamos à Executiva do partido representação com pedido de expulsão do governador em rito sumário.
Como é comum nas democracias, todo partido tem linhas diversas de pensamento. A Executiva acatou o pedido, decidindo pela concessão de um prazo de oito dias para a apresentação da defesa.
Próximo ao final do prazo, confrontado com a iminência da sua expulsão, o governador José Roberto Arruda pediu desfiliação. O vice-governador, Paulo Octávio, e o deputado Leonardo Prudente desfiliaram-se após algumas semanas e o diretório regional do partido foi dissolvido.
Em consequência da ação da Executiva partidária, os envolvidos nos episódios do Distrito Federal não poderão candidatar-se a nenhum cargo nas próximas eleições.
Enquanto isso, impõe-se uma reflexão: onde andam os implicados no escândalo dos aloprados? Onde andam os mensaleiros? Onde andam os camufladores de dólares em roupas íntimas? Seguramente, não são do Democratas. E o povo sabe quem continua a acobertá-los.
Dentro da Executiva, pelo diálogo, chegou-se a um entendimento unânime. Prevaleceu no partido a ideia de que ninguém teria, ao julgar colegas, o direito de agir por meio de sentimentos pessoais.
Ao partido, como instituição, impunha-se a tarefa de dar exemplo, cumprindo sua obrigação, fazendo o que outros, em circunstâncias semelhantes, não tiveram a coragem de fazer. As atitudes foram guiadas pela convicção de que as instituições devem estar acima dos sentimentos que, por serem humanos, são falíveis.
Todo processo traumático de tomada de posição costuma se transformar em referência. Ficam os exemplos -positivos ou negativos. Impôs-se a decência.
Gostaria que o Brasil nos compreendesse. Não houve, portanto, "mensalão do Democratas". Os ilícitos denunciados circunscreveram-se estritamente ao governo de Brasília e não envolveram filiados de outras unidades da Federação.
O partido providenciou, no tempo adequado, o expurgo exigido pelos fatos no Distrito Federal. Detectado o problema, o corrigimos drasticamente, afastando os envolvidos com irregularidades. Em nenhum momento contestamos as evidências exibidas pelos meios de comunicação ou alardeamos a existência de conspirações.
O futuro vai nos reservar o direito de dizer que fizemos história partidária. A expressão "mensalão" fica, assim, preservada como patrimônio de outros partidos que não souberam ou não puderam distanciar-se do território da corrupção.
Vamos reconstruir o DEM no Distrito Federal. O senador Marco Maciel foi designado para recompor os quadros do diretório regional com homens e mulheres que se orgulhem do que o partido fez na crise de Brasília.
Continuaremos nosso trabalho. Atravessamos uma trilha amarga, mas fizemos o que tínhamos que fazer para nos apresentar como referência de rigor na não convivência com a impunidade. Tenho certeza de que, mais à frente, irão reconhecer esse nosso esforço. Não pelo que eu digo, mas pelos fatos.
- JOSÉ AGRIPINO MAIA , 65, engenheiro civil, é senador da República pelo DEM-RN e líder de seu partido no Senado Federal. Foi governador do Rio Grande do Norte (1983-1986 e 1990-1994).
Por defender os benefícios do Estado para os mais pobres, sem discriminação de raça, sexo, idade ou religião, seguindo rigorosamente o que determina a Constituição da República, o Democratas passou a ser alvo de calúnias.
Por mais inacreditável que pareça, foi isso que aconteceu na reportagem da Folha de S. Paulo sobre a participação do senador Demóstenes Torres na audiência pública sobre cotas para negros nas universidades, realizada no Supremo Tribunal federal, STF.
O senador defendeu cotas sociais, que dariam oportunidade aos mais carentes, independentemente da cor. Sem discriminação de espécie alguma. No entanto, o relato da audiência distorceu as informações e tentou caluniar e difamar o senador e seu partido, o Democratas.
Atribuíram ao senador idéias que ele não defende, assim como tentaram caluniar o Democratas por aquilo que o partido não fez, avaliou o jornalista Reinaldo Azevedo.
O senador Heráclito Fortes destaca a contribuição de Tancredo Neves para a consolidação da democracia no Brasil. Segundo Heráclito, Tancredo sempre soube, de maneira exemplar, conviver com a adversidade, tendo conseguido realizar a transição democrática sem que nenhuma gota de sangue fosse derramada.
- Mas é preciso que fique seu exemplo, que deu de frutificar, seu legado que hoje é testemunhado pela nação inteira na figura de seu neto Aécio Neves. Tancredo não fez oligarquia. Não governou com corriolas. Tancredo governou com estilo, com sabedoria e acima de tudo com princípios - disse.
Líder dos Democratas na Câmara, o deputado Paulo Bornhausen apresentou Projeto de Lei para diminuir os pesados impostos pagos pelas pessoas pobres.
Ele quer que os mais carentes recebam de volta o valor de todos os tributos, diretos e indiretos, federais, estaduais, distritais e municipais, incidentes na aquisição de bens e serviços.
A grande perversidade da extraordinária carga tributária que sufoca o contribuinte brasileiro é que quem mais paga imposto é o pobre, diz Bornhausen.
- Estamos corrigindo uma injustiça que o governo Lula insiste em cometer contra o brasileiro. Até quem recebe a Bolsa Família é penalizado, pagando mais de 50% de impostos em cima de seu rendimento.
O presidente Lula da Silva não tem motivo nenhum para ir ao centenário do ex-presidente Tancredo Neves que está sendo celebrado pelo governador de Minas, Aécio Neves.
Neto do ex-presidente, o governador sabe de cor e salteado a história: Lula da Silva foi o político que mais hostilizou Tancredo Neves no período em que o Brasil estava acertando a transição democrática.
Lula da Silva reuniu o PT e fechou questão contra Tancredo Neves e a democracia. Em seguida, os deputados federais Beth Mendes, Airton Soares e José Eudes, que votaram em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, foram expusos do PT.